Abadia de São Bento
Fundada em 1598, pelo monge beneditino Frei Mauricio Teixeira. Em uma pequena ermida, sob a invocação de S. Bento, no cabeço do monte que se projetava para o ângulo formado pelo Anhangabaú e pelo Tamanduateí, onde estava a aldeia do chefe indígena Tibiriçá.
Decorridos anos, já retirado Frei Mauricio, chegaram a S. Paulo, com D. Francisco de Souza, 7.º Governador-Geral do Brasil, os monges Frei Mateus de Assunção, Frei Antônio de Assunção e Frei Bento da Purificação. Procuraram, os religiosos, abrigo na capelinha fundada por Frei Mauricio, enquanto tratava Frei Mateus, que foi o primeiro prior que teve o mosteiro, de obter, da Câmara, nova sesmaria para edificar o convento.
Mudaram eles, a instâncias de D. Francisco, a invocação da igreja e lhes puseram o título de Nossa Senhora de Montesserate, posteriormente retificada para o primitivo nome. Em 1650, Fernão Dias Pai, propôs aos religiosos “fazer sua nova igreja ao pé daquela fundada pelo pe. fr. Mauro toda a sua custa”, desde que, na capela-mor, “houvesse uma sepultura para si, e duas mais para seus descendentes se enterrassem”.
Em novo sítio, algum tanto distante do local da primitiva capela, foram erguidos a igreja e o convento de S. Bento, lavrando-se a escritura de doação a 17-1-1650. Cresceu o templo, com os donativos de outros devotos, entre os quais José Ramos da Silva, capitão-mor Isidoro Tinoco de Sá e Pedro Taques de Almeida, avô do linhagista, até que, em seu lugar, fosse erguido o majestoso templo, de estilo gótico mesclado de certa dose de bizantino e algo das basílicas romanas.