Árvore das Lágrimas
Árvore histórica, no Bairro do Sacomã. Em 1862, já estava fortemente desenvolvida e sobre ela escreveu Emílio Zaluar, em seu livro Peregrinação pela Província de São Paulo:
“Pouco mais adiante do Ipiranga encontra-se belíssima figueira brava, cujos galhos bracejando em sanefas de verdura formam um bonito dossel em toda a largura da estrada. Este é o sítio das despedidas saudosas. Aqui vêm abraçar-se, e jurar eterna amizade, aqueles que se separam para, em opostas direções da estrada, seguirem depois, e quantas vezes na vida, um caminho também diverso”.
Durante a Guerra do Paraguai, foi essa árvore marcada oficialmente como o limite até onde podiam as famílias acompanhar os voluntários e soldados que partiam para a luta. Localizada em terreno particular, em 1909, tentaram derrubá-la, não o conseguindo em virtude de uma campanha iniciada pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Tomou, então, o proprietário do terreno onde ela vicejava, a iniciativa de doá-la à municipalidade. Mereceu ser motivo de uma tela. Pintou-a Oscar Pereira da Silva no motivo central de uma cena de despedida junto ao seu tronco, o que lhe valeu o “Prêmio Histórico”, no Salão Paulista de 1936.