Bica do Moringuinho
Localizava-se em ponto que se atingia através de um caminho que deu origem à atual Rua Jaceguai.
Desde 1831, os documentos municipais fazem a ela referência. Na sessão de 24 de janeiro desse ano era lido um requerimento do padre José Dâmaso da Silveira pedindo que a Câmara marcasse um leito suficiente para as águas que corriam do rego Moringuinho, pedido renovado em janeiro do ano seguinte, quando deliberou ficasse “em franqueza pública”.
Em 1858, pretendeu o alferes João Carlos da Silva Rangel, proprietário de uma chácara na Rua da Pólvora, divisando com a fonte, haver o beco, sob a alegação de estar ao abandono, sendo desnecessário o terreno que dava acesso à mesma. Não mereceu deferimento uma vez que o local era “próprio para fazer uma rua travessa”, que seria, para o futuro, de utilidade pública. Idêntica pretensão teve Carlos Teodoro Street, vizinho do local, encontrando forte reação da vizinhança da bica, cujos moradores nela tinham o único recurso para supri-los de água.
Sendo o beco o caminho exclusivo de acesso à fonte, localizada em terreno particular, sua abertura permanente era reputada indispensável.
Em 1883, o proprietário do terreno vizinho, pelo lado esquerdo do beco do Moringuinho, ofereceu à municipalidade parte do mesmo para a abertura de uma rua que, de há muito, se tratava.
Na sessão de 22 de agosto, foi proposto o recebimento e que mandasse a Câmara fazer o alinhamento e nivelamento e os consertos daquele beco “de forma a facilitar ao público o trânsito à fonte, como também a abertura da mesma rua em construção”.
Após vários debates, na sessão de 24 de setembro, aprovou a Câmara a “conclusão das obras da rua Moringuinho com a canalização da fonte ali existente”. Com a finalização das mesmas surgiu um trecho da Rua Jaceguai.