Estradas

Caminho do Carro

Transformado

Data dos primeiros anos da Vila de S. Paulo o conhecimento que se tem de um caminho que a ligava à Aldeia de Ibirapuera.

É bem possível fosse anterior à vinda dos jesuítas e, mesmo, de Martim Afonso de Souza, porque, antes deles, já o local, que se chamava Piratininga, era povoado pelos indígenas que se distribuíam por várias aldeias, entre as quais Inhapambucy, Urruray e Jeribatiba, dos chefes Tibiriçá, Piquembóbi e Caiubi.

Caminhos irregulares ligariam esses três pólos, para que pudessem manter contato entre si.

Situava-se, no primeiro, no cabeço do morro que, mais tarde, se transformou no Largo de S. Bento, onde viveu Tibiriçá.

Às margens do Rio Jeribatiba, depois Pinheiros, morava Caiubi, para os lados de outro rio, o Guarapiranga e do núcleo de Ibirapuera que nos tempos do Padre Anchieta, tendo evoluído, absorveu o núcleo de Jeribatiba, passando, com o tempo, a denominar-se Santo Amaro.

O caminho que vai para Virapoeira, como está no primeiro documento que a ele se refere e, depois, “Caminho do Carro que vai para Santo Amaro”, obedeceria, na atualidade, quanto possível conjecturar-se, a trajetória seguinte: do Largo de São Bento, pela Rua Quintino Bocaiuva alcançaria a Praça João Mendes, Rua Rodrigo Silva, Avenida Liberdade, Rua Vergueiro e Domingos de Morais e o percurso do antigo bonde de Santo Amaro.

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Caminho do Carro
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