Infraestrutura

Cemitério da Consolação

Existente Consolação 1854–presente

Em reunião da Câmara Municipal, realizada a 31-10-1854, propôs o vereador Carlos José da Silva Teles fosse oficiado ao presidente da Província sobre a conveniência de se estabelecer um cemitério público geral na cidade.

Aprovada a lembrança e informada de que o governo auxiliaria na construção, a Câmara, em sessão de 6 de novembro, nomeou uma comissão constituída pelos vereadores Luís Antônio Gonçalves, Inácio José de Araújo e Rafael Marques Cantinho, o engenheiro José Porfírio de Lima e o facultativo Ernesto Benedito Otoni, para indicar o lugar mais conveniente à ereção, que recaiu no local chamado Campo Redondo.

Um ano depois, na sessão de 6 de setembro, o vereador Gabriel Rodrigues dos Santos informado de que o vice-presidente da Província iria pôr à disposição da Câmara a quantia em que fora orçada a despesa com a construção do cemitério do Campo Redondo, propôs fossem postas em praça a fatura dos muros e de uma capela, o loteamento e o nivelamento do terreno.

Contra a pretensão, escreveu o engenheiro Carlos José Frederico Rath uma extensa memória, mostrando a inconveniência da edificação no local escolhido, bairro bastante povoado, apontando como lugar apropriado o alto da Consolação, muito afastado da cidade e despovoado.

Em 13-09-1855, a Câmara Municipal aprovou a proposta do vereador Rodrigues dos Santos, para que o cemitério fosse edificado no alto da Consolação, incumbindo o Dr. Rath de apresentar o plano do cemitério e da capela.

O governo da Província, por portaria de 15 do mesmo mês aprovou a resolução, pondo à disposição da Câmara a quantia de 6:964$600.

Em 07-08-1858, a Câmara comunicou ao vigário geral e aos vigários de Santa Ifigênia e do Brás, que, a partir do dia 15 desse mês, ficava aberto o cemitério da Consolação e proibidos os sepultamentos em outros locais. Para conhecimento do povo foi afixado o competente edital, nos lugares de costume.

O primeiro enterramento ali feito, cova n.º 1, foi o de Teresa de Jesus Correia, agregada do major Mateus Fernandes Coutinho e o primeiro administrador foi o Dr. Nepomuceno de Almeida.

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