Cemitério dos Aflitos
Sagrado a 27-06-1779, primitivamente chamado “Cemitério da Rua do Arcipreste”.
Posteriormente recebeu a denominação que lhe veio da Capela dos Aflitos. Estava situado logo abaixo do Morro da Forca, em terreno que tinha limites nas atuais ruas Galvão Bueno, então dos Estudantes, na atual dos Estudantes e da Glória, no desaparecido Largo S. Paulo (Almeida Júnior) e propriedades particulares, a última no fim de um beco, com entrada pela Rua dos Estudantes.
Aí eram enterrados soldados, indígenas e supliciados e, por sobre as covas, foram plantadas cruzes rústicas, aglomeradas aos poucos, as quais vieram a formar o primeiro cemitério público da cidade de S. Paulo. Aberto o Cemitério da Consolação, foram proibidos os sepultamentos em outros lugares.
Abandonado, na sessão de 27-05-1885, propôs o vereador Manoel José de Araújo Costa, que se oficiasse ao bispo diocesano para que fizesse reconstruir “os muros do antigo cemitério da Glória, visto como aquele local não pode deixar de considerar-se pertencente à mitra”. De posse da solicitação, o Bispo D. Lino Deodato Rodrigues de Carvalho determinou o loteamento e a venda do terreno, encarregando do negócio ao leiloeiro Roberto José Tavares e cônego Antônio Guimarães Barroso, tesoureiro interino da Catedral, reservando, apenas, a parte do terreno em que se acham situados a Capela e o Beco dos Aflitos.